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ERA Mobilidade — página inicial

Tese de investimento · Eletropostos

A maior frota elétrica do Brasil está sem carregadores.

São Paulo concentra 223 mil veículos plug-in e apenas 5.876 pontos de recarga — 37,9 carros por carregador, quase quatro vezes a relação considerada ideal pelo setor.

  • 223 mil

    veículos plug-in circulando em São Paulo — 44% da frota do Brasil

  • 7 a 14 meses

    de payback por eletroposto, considerando apenas a venda de energia

  • R$ 3,0 bi

    de oportunidade em infraestrutura de recarga em SP até 2030

    * Estimativa própria: participação de SP na frota plug-in nacional (44%) aplicada à projeção McKinsey de R$ 6,8 bi para recarga no Brasil até 2030.

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Sumário executivo

O mercado em números

  • 20,7 mi

    veículos elétricos vendidos no mundo em 2025 — 1 em cada 4 carros novos do planeta

  • 21,1%

    de participação dos eletrificados nas vendas em julho/2026 — o maior índice mensal da história

  • 37,9

    veículos plug-in por ponto de recarga em São Paulo — o ideal do setor é 10

A frota elétrica brasileira cresce mais rápido do que a rede que a abastece — e São Paulo é o ponto onde esse descompasso é maior em volume absoluto.

Fontes: IEA Global EV Outlook 2026 · ABVE — balanços anuais, 1º semestre e julho de 2026 (jul/2026) · ABVE / Tupi Mobilidade (mai/2026) · Eos do Brasil (2026).

Lições globais

A rede define o teto da adoção

A China não esperou a demanda — construiu a rede antes

  • 43,97 milhões de veículos de nova energia em circulação — 12,0% de toda a frota chinesa no fim de 2025
  • 16,49 milhões de unidades vendidas em 2025 (+28,2%), cerca de 51% do mercado
  • 22,5 milhões de conectores de recarga: 4,95 milhões públicos e 17,5 milhões privados (+44,9% a/a)
  • Meta de 30% da frota nacional convertida a veículos de nova energia até 2030
6,2veículos por conector de recarga — no Brasil são 19,9; em São Paulo, 37,9

Onde a política pública empurra, a rede chega antes da frota

  • 1,1 milhão de pontos públicos de recarga na UE ao fim de 2025 — cinco vezes o volume de 2020
  • A regulação AFIR exige 1,3 kW de potência pública por carro 100% elétrico (BEV); 26 dos 27 países já cumprem
  • A IEA projeta 2 milhões de pontos públicos na UE até 2030; a ACEA estima que 8,8 milhões seriam necessários para as metas de CO₂
7,1veículos por ponto público na Europa

Onde a política recua, a recarga vira o gargalo

  • Mais de 250 mil portas públicas de recarga nos EUA em junho/2026, sendo 73,9 mil de recarga rápida (DC)
  • A rede cresceu 34,6% em 2025, sustentada pelo programa federal NEVI, de US$ 5 bilhões
  • As vendas de elétricos caíram 4% em 2025 com a retirada de incentivos
14,8veículos por porta pública nos EUA

Onde a política pública empurra, a rede chega antes da frota. Onde ela recua, a recarga vira o gargalo — e a oportunidade da década surge.

Fontes: Ministério da Segurança Pública da China · CAAM (2025) · China EV Charging Alliance (mai/2026) · Conselho de Estado da China, Plano de Ação de Pico de Carbono (jul/2026) · Governo de Hainan / Xinhua (jul/2026) · Transport & Environment / Comissão Europeia — AFIR (mar/2026) · IEA Global EV Outlook 2026 · ACEA · US DOE Alternative Fuels Data Center (jun/2026) · WRI (abr/2026) · Rabobank.

O epicentro · São Paulo

A maior frota do país tem a nona pior rede

  • 223 mil

    veículos plug-in circulando em São Paulo — 44% da frota do Brasil

  • 5.876

    pontos públicos e semipúblicos no estado — 23% da rede nacional para 44% da frota

  • 37,9

    veículos plug-in por ponto de recarga em São Paulo — o ideal do setor é 10

Na capital

  • 825

    estações mapeadas no município de São Paulo

  • 505

    carregadores de acesso público na capital

  • 78

    pontos de recarga rápida (DC) na capital — para a maior economia urbana da América Latina

Rede de recarga em São Paulo: hoje e o necessário (pontos públicos)
Rede de recarga em São Paulo: hoje e o necessário (pontos públicos)
ItemValor
Rede atual5.876
Necessário hoje (ideal 10)22.300
Necessário em 203040.000

Necessidades calculadas pela ERA a partir da relação ideal de 10 veículos por ponto e das projeções McKinsey para 2030.

  • ~40 mil

    pontos públicos necessários no estado até 2030 — 6,8x os 5.876 de hoje

    * Estimativa própria: participação de SP (44%) aplicada às projeções nacionais.

  • 16,4 mil

    pontos faltam no estado para alcançar a relação ideal do setor

  • Demanda por plug já instalada — cada ponto em São Paulo atende 37,9 veículos plug-in, quase quatro vezes a referência do setor, antes de qualquer crescimento de frota.
  • A operação-alvo é modesta — os cenários da ERA operam abaixo de 30% da capacidade instalada, dentro do que a densidade paulista já sustenta hoje.
  • A Lei 18.403/2026 amplia a base — ao liberar carregadores em vagas de condomínio, traz para a rua veículos que hoje não compram por falta de onde recarregar.

Fontes: ABVE / Tupi Mobilidade (mai/2026) · Eos do Brasil (2026) · Carregados.com.br, município de São Paulo (2026) · McKinsey, "Recarregar para crescer" (2024) · Estimativa ERA Mobilidade: participação de SP na frota plug-in nacional (44%) aplicada às projeções McKinsey.

Onde está o dinheiro

Nem todo ponto vale o mesmo: frotas e destino puxam o retorno

Oportunidade no Brasil por segmento (R$ bilhões)
Oportunidade no Brasil por segmento (R$ bilhões)
ItemValor
Hubs de frotas2,0
Recarga em destino2,0
Rodoviário1,5
Residencial1,0

Estimativas McKinsey, com horizontes entre 2030 e 15 anos e parcialmente sobrepostas.

R$ 1,50 a R$ 1,95 é a tarifa praticada por kWh em recarga DC (ultrarrápida: R$ 2,50 a R$ 3,50).

Valores variam por localização, potência contratada e modelo de parceria.

  • AC lento

    CAPEX de R$ 5 a 7 mil · cerca de R$ 375/mês — volume alto, margem comoditizada.

  • DC 30–60 kW

    CAPEX de cerca de R$ 87,5 mil · faturamento de cerca de R$ 4,0 mil/mês — retorno mais de 10x o do AC.

  • DC acima de 120 kW

    CAPEX de cerca de R$ 275 mil — reservar a corredores de alto fluxo e hubs.

Fontes: McKinsey, "Recarregar para crescer" (2024) · VoltBras · DSG Capital · Levantamento setorial (2025–2026).

O conceito ERA Mobilidade

O carregador é a âncora. O hub é o negócio.

40 minutos

é o tempo médio de uma sessão DC de 120 kW — o setor exige permanência acima de 45 minutos para viabilizar um ponto

A ERA transforma essa espera em consumo.

  • Fachada do hub ERA com a marca no alto, loja de conveniência envidraçada e carregadores de veículos elétricos nas vagas em frente.
    Projeto conceitual ERA Mobilidade
  • Interior do hub ERA: balcão de café e salgados, geladeiras de bebidas, mesas altas e cabines de trabalho envidraçadas com Wi-Fi.
    Projeto conceitual ERA Mobilidade
  • Fachada do hub ERA com pergolado e mesas externas, ao lado das vagas com carregadores de veículos elétricos, e vista do salão de café.
    Projeto conceitual ERA Mobilidade

Fontes: Parâmetros de viabilidade praticados no setor de recarga (2026) · ERA Mobilidade — Tese de investimento em eletropostos (2026).

Simulador de faturamento

Faça as contas do seu eletroposto

Escolha o modelo, a configuração e a ocupação e veja faturamento, custos e payback em tempo real.

Simulação ilustrativa baseada no Simulador de Faturamento ERA e em premissas de mercado de 2026. Considera exclusivamente a receita de venda de energia; não inclui conveniência, mídia ou cessão de espaço. Não constitui oferta de investimento, recomendação ou promessa de rentabilidade. Valores variam por localização, potência contratada, tarifas e modelo de parceria.

Fontes: Simulador de Faturamento ERA (premissas próprias, receita somente de energia).

Salto de potência · 160 kW

Mesma sessão em 30 minutos: um terço mais de giro

  • 40 → 30 minpor sessão de 40 kWh: com 80 kW efetivos por plug em vez de 60, o mesmo carro sai dez minutos antes
  • 72 → 96sessões por dia por carregador: a capacidade cresce 33% sem ocupar um metro quadrado a mais de terreno
  • +R$ 20 a 80 milde investimento adicional, que se paga com o faturamento extra em menos de um trimestre
Payback por configuração, a 30% de ocupação
Configuração120 kW160 kWGanho
1 rápido + 1 AC8,4 meses7,4 meses−1,0
2 rápidos + 1 AC8,7 meses7,5 meses−1,2
2 rápidos + 2 AC · hub13,4 meses11,3 meses−2,1
3 rápidos + 2 AC · hub13,7 meses11,0 meses−2,7
4 rápidos + 2 AC · hub13,4 meses10,7 meses−2,7

Recarga mais rápida é mais carros por dia no mesmo terreno: o 160 kW antecipa o retorno em até 2,7 meses.

Fontes: Simulador de Faturamento ERA (premissas próprias, receita somente de energia).

Portfólio ERA · 120, 160 e 240 kW

Mais potência, mais giro em cada bico

A ERA instala carregadores rápidos DC de 120, 160 e 240 kW, todos com dois bicos. Quanto mais rápida a sessão, mais carros passam pela mesma vaga — e mais energia é vendida no mesmo terreno.

Estação ERA de recarga ultrarrápida: cobertura com a marca ERA, três carregadores DC de dois bicos em ilhas ajardinadas e loja de conveniência ao fundo.
Projeto conceitual ERA Mobilidade
Carregador rápido DC ERA, gabinete branco com tela e leitor de cartão, com um cabo de recarga de cada lado.
Carregador rápido DC ERA, de dois bicos · imagem ilustrativa
  • 120 kW

    60 kW por bico

    40 minpor sessão de 40 kWh

    10,8 sessões/dia por bico

    Faturamento por bico
    R$ 23,9 mil/mês
    Resultado de energia por bico
    R$ 11,4 mil/mês
  • 160 kW

    80 kW por bico

    30 minpor sessão de 40 kWh

    14,4 sessões/dia por bico

    Faturamento por bico
    R$ 31,8 mil/mês
    Resultado de energia por bico
    R$ 15,2 mil/mês

    +33% sobre o 120 kW

  • 240 kW

    120 kW por bico

    20 minpor sessão de 40 kWh

    21,6 sessões/dia por bico

    Faturamento por bico
    R$ 47,7 mil/mês
    Resultado de energia por bico
    R$ 22,9 mil/mês

    +100% sobre o 120 kW

  • * Cenário-base do Simulador de Faturamento ERA: 30% de ocupação, R$ 1,89/kWh, energia a R$ 0,89/kWh e plataforma de 5% (Hub ERA). Aluguel e custos fixos do ponto não estão rateados; receita somente de energia.
  • * O 240 kW entrega 120 kW por bico a veículos que aceitam essa potência; carros com limite menor recarregam no próprio limite. Investimento e payback do 240 kW sob consulta.

Fontes: ERA Mobilidade — portfólio de carregadores (2026) · Simulador de Faturamento ERA (premissas próprias, receita somente de energia).

O hub completo · camadas de receita

Enquanto o carro carrega, o cliente consome

  1. Conveniência e alimentação

    Café, salgados, bebidas e mercearia — ticket adicional sobre um público de renda acima da média.

  2. Espaço de trabalho

    Cabines com Wi-Fi que alongam a permanência muito além dos 40 minutos da recarga.

  3. Mídia no ponto

    Telas nos carregadores e no salão: audiência qualificada, cativa e mensurável.

  4. Frotas e contratos B2B

    Recarga dedicada com utilização contratada, que estabiliza a ocupação fora do pico.

  5. Cessão de espaço

    Hospedagem de serviços de terceiros dentro do hub, sem CAPEX adicional.

Os paybacks consideram apenas a venda de energia. Estas camadas encurtam esse prazo e somam valor ao negócio.

Estudo do MIT publicado na Nature: comércios próximos a eletropostos nos EUA registraram até 3% de aumento nas vendas anuais.

Fontes: ERA Mobilidade — Tese de investimento em eletropostos (2026) · McKinsey, "Recarregar para crescer" (2024) · Estudo do MIT publicado na Nature.

A próxima onda · frotas coletivas e comerciais

O ROI já é excelente com veículos leves. E quando chegarem os VUC, ônibus e caminhões?

  • Ônibus urbanos

    589

    ônibus elétricos emplacados no 1º semestre de 2026 — alta de 92,5%

    • São Paulo opera 1.759 coletivos eletrificados: mais de 80% da frota elétrica do país
    • A Lei do Clima exige frota 100% limpa até 2038, sobre cerca de 12 mil ônibus na capital
  • Vans e caminhões

    292

    comerciais leves 100% elétricos no 1º semestre — alta de 41,1%

    • Junho de 2026 cresceu 184,6% sobre junho de 2025: o e-commerce puxa a última milha
    • Rotas previsíveis e retorno diário à base: o caso de uso mais maduro
  • Táxis e aplicativos

    R$ 30 bi

    em crédito do Move Brasil para taxistas e motoristas de aplicativo

    • Medida Provisória de maio/2026 cobre veículos até R$ 150 mil, incluindo elétricos
    • 99electric-Pro já opera em sete capitais e o Uber Green está em São Paulo
    • Alta quilometragem diária significa consumo de kWh muito acima do uso particular

Fontes: ABVE (ônibus, 1º semestre de 2026) (1º sem/2026) · Fenabrave (comerciais leves, 1º semestre de 2026) (1º sem/2026) · Prefeitura de São Paulo / SPTrans · Lei municipal nº 16.802/2018 (São Paulo) · BNDES · MDIC, Move Brasil (mai/2026).

Estrutura do mercado

Mercado pulverizado: a demanda é reprimida, não disputada

  • Nenhum operador dominante

    Os 25.429 pontos do país estão distribuídos entre dezenas de empresas — fabricantes de veículos, distribuidoras de energia e combustível, startups de tecnologia e redes de varejo. Nenhuma delas construiu posição de liderança nacional.

  • Consolidação por parceria, não por escala

    Os movimentos recentes do setor foram acordos e aquisições entre players já existentes. Ninguém conseguiu crescer sozinho no ritmo em que a frota cresce.

  • Cobertura ainda incipiente

    Apenas 1.788 dos 5.570 municípios brasileiros têm ao menos um ponto público de recarga: dois terços do país seguem sem oferta.

  • Entrar não é tirar cliente de ninguém

    Com 37,9 veículos por ponto em São Paulo, o motorista que hoje não encontra onde carregar é demanda nova. A disputa por participação vem depois; agora o que falta é oferta.

Um mercado pulverizado é um mercado sem barreira de entrada consolidada: não há rede nacional para bater, não há marca de referência formada e não há guerra de preço instalada. Quem define agora o padrão de experiência define a referência do setor.

Fontes: ABVE / Tupi Mobilidade (mai/2026) · IBGE (5.570 municípios) · Levantamento setorial (2025–2026).

O plano

Três passos para capturar a lacuna de São Paulo

  1. Etapa 01: Travar os melhores pontos

    0–6 meses

    Seleção de sites pela densidade real de frota plug-in em SP, com contratos de longo prazo em shoppings, condomínios liberados pela Lei 18.403 e hubs logísticos.

  2. Etapa 02: Padronizar DC 120–160 kW com âncora B2B

    6–18 meses

    O padrão de melhor relação CAPEX/receita, com contratos de frota garantindo utilização mínima antes de cada implantação — o antídoto à ociosidade.

  3. Etapa 03: Escalar a rede a partir de SP

    18–36 meses

    Interoperabilidade, gestão de energia e replicação do playbook no Sudeste, transformando presença local em posição nacional defensável.

O plano não depende de subsídio nem de mudança regulatória: os três passos operam sobre demanda já existente e legislação já sancionada.

Fontes: ERA Mobilidade — Tese de investimento em eletropostos (2026).

O que está em jogo

Dois cenários, cinco anos de diferença

Se nada for feito

  • A relação de 37,9 veículos por ponto piora à medida que SP absorve a nova frota, e a insatisfação vira desistência: 38% dos donos já cogitam voltar à combustão.
  • Os melhores pontos — shoppings, corredores rodoviários e hubs de frota — vão sendo contratados por grupos industriais e distribuidoras de combustível que já entraram no setor.
  • A entrada tardia passa a competir por tarifa em uma rede já instalada, com margem comprimida a R$ 1,95/kWh.

Se a decisão for agora

  • Posição em um mercado de cerca de R$ 3,0 bilhões em São Paulo até 2030, com demanda comprovada e reprimida, não especulativa.
  • Receita previsível ancorada em frotas e recarga em destino — os dois segmentos de maior valor (cerca de R$ 2 bi cada no país).
  • Entrada antes da consolidação, em um setor onde nenhum operador detém posição dominante e o ativo escasso é o ponto já instalado.

Fontes: McKinsey, "Recarregar para crescer" (2024) · Pesquisa McKinsey com proprietários de veículos elétricos no Brasil · ABVE / Tupi Mobilidade (mai/2026) · Noticiário setorial (2025–2026).

O déficit de recarga de São Paulo é um número, não uma aposta.

Faltam 16,4 mil pontos no estado para alcançar a relação ideal do setor. Cada um é um ativo com CAPEX conhecido, tarifa conhecida e demanda já circulando na rua. Reserve 45 minutos com o time para revisar o pipeline de sites em São Paulo e o simulador de faturamento ponto a ponto.

Jefferson Santosjefferson@eramob.com.br